– Foto por: Nathan Reading –

por Janaina Rodrigues de Souza
Bióloga / Microbiologista

Streptococcus pyogenes ou Streptococcus beta-hemolítico do grupo A de Lancefiel

A Síndrome do choque tóxico estreptocócico (SST) é uma condição grave e incomum em Pediatria. Entretanto, nas últimas décadas, a incidência de infecções invasivas por Streptococcus pyogenes ou estreptococos do grupo A (SGA) tem aumentado.

Bactérias Gram positivas, colônias puntiformes, translúcidas, com beta-hemólise, catalase negativa, CAMP negativo, PYR positivo e sensíveis a baixas concentrações de bacitracina.

Elas podem causar infecções como faringite, amigdalite, impetigo, erisipela, febre reumática, fasciite necrosante e Síndrome do choque tóxico..

A pele é uma região bastante exposta, que sofre frequentemente riscos de infecção, e possui microbiota saprófita.

Os microrganismos podem penetrar no corpo humano por ruptura da integridade da pele e mucosa de forma:
– Exógenas: traumas ou mordeduras
– Endógenas: complicações pós cirúrgica ou implantes
– Hematogênica: Sistema vascular.

As infecções de pele e tecidos moles podem ser:
– Primárias: não existe porta de entrada (Celulite, impetigo, foliculite, furunculose e erisipela).
– Secundárias: por extensões de lesões já existentes (úlceras, feridas cirúrgicas ou traumáticas).

Identificação
A identificação de espécie de estreptococos beta hemolíticos é feita através de aglutinação com soros específicos contra os antígenos de Lancefield (A, B, C, D, F e G).

  • Ágar Sangue 

O Ágar Sangue é um meio nutritivo (em conformidade com os requisitos harmonizados USP/EP/JP) e não seletivo, que oferece ótimas condições de crescimento à maioria dos microrganismos Gram positivos, Gram negativos, leveduras e bactérias fastidiosas. 

A combinação de caseína e peptona de soja atuam como fonte de nitrogênio, aminoácidos e peptídeos de cadeia longa; o cloreto de sódio mantém o equilíbrio osmótico e o ágar solidifica o meio. 

A suplementação com 5% de sangue de carneiro fornece fatores adicionais para o crescimento de microrganismos exigentes e auxilia na determinação de reações hemolíticas (beta, alfa, gama), as quais são essenciais para a diferenciação do gênero Streptococcus

Os padrões das reações hemolíticas podem variar de acordo com a fonte do sangue e o tipo de meio base utilizado. Em geral, bases de Ágar Sangue são relativamente livres de açúcares redutores, os quais têm sido reportados como uma influência negativa nas reações hemolíticas de Streptococcus β-hemolíticos. 

Utilizado também para provas manuais de identificação presuntivas: Satelitismo, CAMP, Disco de Optoquina.  

Referências bibliográficas:

– Aída Mª Gutiérrez Sáncheza, Myriam López Rojo, Carmelo Guerrero Laleona, Matilde Bustillo Alonso, Rev Pediatra Aten Primaria vol.22 no.85 Madrid Jan./Mar. 2020 EPub 03-Ago-2020 Disponível em: Síndrome de shock tóxico estreptocócico (isciii.es). Acesso em 19 de jun de 2023.

– Carmen Paz Oplustil, Cássia Zoccoli, Nina Reiko Tobouti e Mara Cristina Scheffer. Procedimentos Básicos em Microbiologia Clínica – 4° edição – Editora Sarvier .

– Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa, MICROBIOLOGIA CLÍNICA PARA O CONTROLE DE INFECÇÃO RELACIONADA À ASSISTÊNCIA À SAÚDE, Módulo 4: Procedimentos Laboratoriais: da Requisição do Exame à Análise Microbiológica e Laudo Final. Disponível em: modulo-4-procedimentos-laboratoriais-da-requisicao-do-exame-a-analise-microbiologica-e-laudo-final (www.gov.br). Acesso em 19 de jun de 2023.

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