O Dia Mundial da Alimentação celebra a fundação, em 1945, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Neste ano, o tema é “Não Deixe Ninguém para trás”, cujo conceito está baseado na premissa de que Governos, setor privado, academia e sociedade civil precisam trabalhar juntos para priorizar o direito à alimentação saudável.

Segundo a FAO a atual conjuntura apresenta o “problema [de] acesso e a disponibilidade de alimentos nutritivos, cada vez mais impedidos por vários desafios, incluindo a pandemia de COVID-19, conflitos, mudanças climáticas, desigualdade, aumento de preços e tensões internacionais. Pessoas ao redor do mundo estão sofrendo os efeitos dominó de desafios que não conhecem fronteiras.”

Essa realidade apresentada pela FAO é complementada pelos números do “II Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil”, produzido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (PENSSAN), cujos resultados apontam que somente 4 entre 10 famílias conseguem acesso pleno à alimentação. Em números absolutos, são 125,2 milhões de brasileiros atingidos em algum grau de insegurança alimentar.

Dentro deste cenário, também, deve-se elencar o impacto da produção industrial e a qualidade dos alimentos que são produzidos. Nos últimos meses, produtos de segmentos variados, como massas, sorvetes, chocolates, entre outros, tiveram que ser recolhidos devido a possíveis contaminações. Os recolhimentos de alimentos “prontos” para consumo, influenciam diretamente nos custos da produção e no preço final, auxiliando para agravar a insegurança alimentar.

Ao mesmo tempo é possível observar um olhar mais cuidadoso dos órgãos de fiscalização, como a Anvisa, que em um processo de revisão e consolidação das legislações publicou a RDC nº 724/2022, que Dispõe sobre os padrões microbiológicos dos alimentos e sua aplicação” e a IN nº 161/2022, que “Estabelece os padrões microbiológicos dos alimentos”, ambas entraram em vigor no último dia 30/9 e substituíram a RDC 331/2019 e as IN nº 60/2019,  nº 79/2020 e  nº 110/2021.

Como afirmado pela FAO, atualmente é imprescindível o trabalho em conjunto como ferramenta para garantir a Segurança Alimentar. Assim, seja por meio de investimentos para garantir a qualidade do produto pronto, por meio de legislações mais rigorosas com a preocupação da qualidade produtiva, todos os segmentos agroindustrial ou industrial devem se empenhar para garantir a sustentabilidade nos processos produtivos.

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