A indústria de cosméticos produz anualmente uma grande diversidade de produtos e tem uma extensa legislação que abrange toda cadeia produtiva. A RDC nº 48/2013, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), também conhecida como a Lei das Boas Práticas de Fabricação e a Análise Microbiológica em Cosméticos, afirma “que os  produtos  de  higiene  pessoal,  cosméticos  e  perfumes  devem  ser  seguros  nas condições normais ou previsíveis de uso”.

Para garantir a qualidade dos produtos, a Anvisa também publicou a RDC nº 481/1999, que estabelece os parâmetros para o controle microbiológico de produtos cosméticos. Embora não sejam fornecidos limites obrigatórios para microrganismos, as orientações recomendam uma contagem não superior a 10² UFC/g para produtos de uso infantil, olhos e que tenham contatos com mucosas e 10³ UFC/g para todos os outros. Os microrganismos nocivos são as Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus, Coliformes totais e fecais, que não devem ser detectáveis.

Contaminação. Embora a Anvisa tenha estabelecido os parâmetros microbiológicos e diretrizes para a fabricação de cosméticos, ela não definiu os critérios para o controle controle de qualidade.

Mesmo sem o detalhamento é imprescindível a realização do monitoramento do ambiente de produção e a manutenção de rigorosas práticas de higiene, que vão contribuir para baixos níveis de contaminação no ponto de fabricação. Entre os motivos mais comuns para contaminação estão:

  • Ambiente de fabricação sem devida vedação para impedir a contaminação do ar ou entrada de insetos;
  • Matérias-primas contaminadas, como: água ou outros insumos;
  • Ingredientes que estimulam o crescimento de microrganismos, sem um sistema conservante eficaz;
  • Embalagem que não protege um produto adequadamente;
  • Más condições de transporte ou armazenamento.

Além do rigor durante a produção, também é necessário garantir, que o produto possa suportar condições adversas de armazenamento. Cosméticos com muita concentração ​​de água podem favorecer o crescimento microbiano, levando à deterioração do produto ou à contaminação por patógenos. Por esse motivo, um sistema preservativo eficaz é geralmente essencial. Um problema adicional é a crescente demanda do consumidor por produtos “sem conservantes”. Dessa forma, a única maneira de avaliar adequadamente um sistema de preservação é por meio de um teste de desafio microbiano.

Os princípios que norteiam uma produção com baixo risco de contaminação podem ser resumidos em:

  • Testes de matérias-primas e insumos;
  • Controle da qualidade microbiológica da água;
  • Monitoramento de higiene no ambiente de produção (controle da correta utilização das EPIs);
  • Monitoramento de equipamentos (limpeza do maquinário e testes de contagem microbiana);
  • Teste no produto acabado.

Assim, os testes devem estar presentes em toda a cadeia produtiva dos cosméticos para garantir segurança e evitar a suspensão de vendas e/ou recall de produtos já disponíveis no mercado.

A Plastlabor oferece soluções para toda a rotina de análise microbiológica de cosméticos, além de consultoria para garantir a máxima qualidade e segurança no processo produtivo, que pode ser consultado com um representante da empresa.

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